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FELIZ PÁSCOA!

22 abr

Direto do túnel do tempo…

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MÃE DE BAILARINA… FILHA DE BAILARINA…

13 nov

Hã!? Como assim? Pois é, esta é a minha história e da minha mãe. E hoje, no aniversário dela, vou contar pra vocês como ela me incentivou a dançar e como isso se inverteu depois… quer ver?

Foi a minha mãe quem deu a idéia de eu fazer Dança do Ventre…

…foi ela quem bordou a minha primeira roupa (aff…) e depois me deu a primeira roupa de verdade…

…foi ela que me acompanhou em todas as apresentações, me maquiou, me esperou e me prestigiou…

…foi ela que fez com que eu dançasse pra todo mundo que aparecesse em casa:”Oi, olha, a minha filha dança, quer ver? É tão lindo!”…

…foi ela quem deu a idéia de eu começar a dar aulas em casa. Cedeu o espaço e abriu mão da sua privacidade…

…doze anos se passaram e é ela, sempre ela que está na primeira fila, pronta pra aplaudir e prestigiar a sua cria…

Pra retribuir tanto afeto e companheirismo, fiz dela minha aluna. Inverti a situação. Agora eu produzo, eu cuido, eu aplaudo e o melhor de tudo: agora eu mando: “Sandra, fecha um pouco mais as pernas, encaixa o quadril, hum, chega de moleza”. Ah, é muito divertido!

E foi assim que a Sandra virou mãe de bailarina… e eu… virei filha de bailarina! A dança nos aproxima, nos une, nos torna cúmplices e inseparáveis!

Mã, você sabe: te amo e te admiro de monte e tenho muito orgulho de ser sua professora! Feliz aniversário!

O MELHOR SHOW DA MINHA VIDA

7 out

É muito difícil selecionar o MELHOR show porque já tive experiências maravilhosas dançando! Festas de aniversário e confraternização são sempre animadas e divertidas. Casamentos são emocionantes… mas sim, há aquele inesquecível!

Pra falar a verdade, foi uma semana inesquecível, no ano 2000, quando viajei com o Grupo 1001 Noites pra Pousada do Rio Quente (GO). Sempre sempre agradecerei à Salua Cardi e ao Rimon a oportunidade que me foi dada.

Foi uma semana de trabalho intenso em que aprendi muito: adquiri experiência de palco, aumentei meu repertório de passos e de músicas, exercitei improvisação, interagi com uma infinidade de pessoas, músicos e bailarinos… enfim, foi incrível!

Depois da Pousada, voltei pra São Paulo mais amadurecida e preparada e uma porção de trabalhos surgiram a partir dali.

Mas não acaba por aí! A Pousada foi inesquecível porque tive que rodar mais de 700km para conhecer a pessoa que revirou o meu mundo, mudou a minha vida e fez com que ela nunca mais fosse a mesma ! Haha, tá pensando que é a mulher de Franca, né?

Não não pessoal, estou me referindo ao Sr Meu Marido Michel Khodair! Ele fez com que esta viagem fosse inesquecível… todos os dias da minha vida serei grata por ter vivido isso!

GAFES

22 set

Bom gente, vamos dar uma descontraída neste Blog! Humildemente, venho por meio desta, escrever e descrever as minhas maiores gafes durante um show!

COF COF COF

Vocês já tentaram dançar, sorrir e tossir ao mesmo tempo? É uma experiência reveladora! Você descobre quantas coisas o ser humano consegue fazer ao mesmo tempo!

Isso aconteceu comigo em um show. Logo que eu entrei pra dançar minha boca secou. A garganta fechou e começou aquela coceguinha incontrolável…

Foram cinco minutos intermináveis até o fim da primeira música. Saí em disparada e entornei um copo d água. Com aquele sorriso “Monalisa”, voltei e terminei a apresentação.

AAAAAAAAAAAAATHIM!!!

Bom, quem me conhece sabe que eu tenho rinite alérgica. Quando tenho que fazer shows em dias muito frios ou em ambientes em que o ar condicionado está no máximo é batata: meu nariz se manifesta!

Se eu olho pra baixo começa a escorrer aquela aguinha (ah, gente, não faz cara de nojo, vai! É aquela aguinha inocente) e se eu olho pra cima, a luz faz com que eu tenha uma vontade incontrolável de espirrar.

Então fica um tal de olha pra cima, olha pra baixo, olha pra cima, olha pra baixo… E às vezes o espirro é inevitável! Vocês já espirraram dançando? Não!? E ainda é possível coordenar o espirro com a batida da música. Aí ninguém percebe.

SANTO ALFINETE!

Pois é, enche o saco toda vez que a gente vai dançar ter que ficar se enchendo de alfinete, né? Mas um dia ele pode salvar sua vida!

Isso aconteceu comigo uma vez em que estava dançando e não sei que passo maledeto eu fiz com o tronco inclinado. Eu senti imediatamente que o fecho do sutiã havia se rompido… ergui o tronco, olhei pra baixo e estava absolutamente tudo no lugar!

Fui dançar próxima a uma amiga e, com uma linguagem surdo-mudo, perguntei se estava tudo ok e ela respondeu que sim, que eu estava salva pelo alfinete!

E você? Deixe aqui registrada uma gafe que você já deu ou alguma coisa inesperada que ocorreu durante a sua apresentação. Vai ser divertido!

Inté!

É A MINHA OM KALSOUM!

9 jul

Tempo atrás, tive a missão de ser avaliada pela bailarina egípcia Dina. Não se tratava de um concurso, mas sim de uma avaliação em que ela qualificaria as bailarinas da noite em profissionais ou não. Para ser considerada profissional, a bailarina deveria atingir no mínimo sete pontos. Poderiam passar todas, como também nenhuma.

Sempre falo abertamente que não gosto de concursos, mas aquela proposta me pareceu ser bem diferente. Seria interessante obter um feedback de uma bailarina egípcia a cerca da minha dança. Então, resolvi encarar o desafio e por meses estudei e me acabei ao coreografar Alf Leila, música de Om Kalsoum.

Na noite anterior a da avaliação, houve um show com música ao vivo em que a Dina teve o primeiro contato com as bailarinas brasileiras. Sua impressão inicial foi: “vocês dançam muito bem, mas não têm qualificação para interpretar uma música de Om Kalsoum, por exemplo. Vocês se preocupam muito com a técnica e não colocam todo o sentimento que a música pede. Espero que ninguém dance Om Kalsoum amanhã. Quem dançar vai zerar!”

O boato correu solto e logo chegou até mim. Caracaaaa! E agora? Era morte certa! Ou não… Resolvi encarar assim mesmo! Não ia mudar de música e jogar um trabalho de meses pelo ralo. Aquela era a minha Om Kalsoum, o meu jeito de interpretar Alf Leila e se ela não gostasse… paciência! Esta sou eu, Layla Khodair, ora bolas!

No dia seguinte dancei, dancei com o botão do “dane-se” ligado, sem criar expectativas, sem esperar o certificado, simplesmente deixei fluir. E, para minha surpresa, fui aprovada!

Após o evento fui conversar com ela e perguntar sobre a minha dança. Muito simpática e receptiva, disparou: “você tem muito carisma e isso não se desenvolve, ou você tem ou não tem… e também é muito fofa dançando. Parabéns!”

Yes, Yes!!! É o que eu gritava por dentro, mas ainda não estava satisfeita. Fui atrás dela e perguntei se ela me julgava apta a interpretar Om Kalsoum e ela respondeu que ainda não, que eu era muito nova e somente mulheres maduras, com grandes vivências têm esta capacidade…

Ok, sei que fui abusada ao fazer esta última pergunta, mas valeu!

A MULHER DE FRANCA

9 jul

Certa feita, viajei com o Grupo Mil e Uma Noites para nos apresentarmos na semana árabe da Pousada do Rio Quente, em Goiás.

Foi uma semana inesquecível, que mudou a minha vida em vários sentidos. Era o início da minha carreira profissional e jamais imaginaria que naquela semana quente de abril, a minha inocência seria corrompida daquela forma.

Toda noite, apresentávamos um mega show para os hóspedes da Pousada. No final de cada um, tínhamos como missão levar o máximo de pessoas possível para o palco e dançar com elas, entretê-las e ensinar uns passinhos.

No último dia, eu já estava exausta, afinal, era uma jornada diária de 8h, entre shows, ensaios, fotos e aulas. Então, quando chegou o momento do encerramento do show, puxei uma moça corpulenta da platéia pra cima do palco. Ela tinha por volta de 50 anos. Muito simpática e agradável, ficamos dançando por uns 15 minutos. Entre básicos e shimmys, decidi que ficaria ali com ela mesmo até o final porque já estava cansada de ficar chamando as pessoas e fazendo o social…

Ao término do show, agradeci a atenção da moça e quase morri com o diálogo que veio a seguir:

MOÇA (falando ao pé do meu ouvido): – E agora, gata? No meu quarto ou no seu?

EU (passada, beje): – Hã, desculpe, senhora, não entendi.

MOÇA: – Ah, eu tava te sacando, gata, eu sei que você me quer. Então é melhor irmos pro seu quarto porque o meu já está ocupado.

EU (quase morta): – Não, acho que a senhora entendeu tudo errado…

MOÇA (vindo pra cima de mim e pegando no meu cabelo): – Não entendi nada errado, gata, vem porque eu sei que você me quer como eu te quero!

EU (fugindo desesperada): – Não, com licença, com licença, o show já acabou e preciso ir, tô atrasada!

Consegui escapar! Enquanto caminhávamos até a lanchonete após o show, contei aos outros bailarinos e a tiração de sarro foi geral. Chegando lá, pasmem, aquele ser corpulento estava lá sentada tomando uma birita. Sim, ela mesma!

Quando me viu, soltou um sorriso maroto e deu uma piscadinha. Era o meu fim! E pra ajudar, a turma em coro gritou: “Aê Layla, hein? A Mulher de Franca gamou em você!” (Franca é uma cidade paulista conhecida pela fabricação de sapatos, sapatinhos e sapatões!).

Essa entrou pra história e até hoje ouço piadinhas a respeito. E vocês, meninas, já sabem: cuidado com a mulher de Franca!